Apostila ( 04 ) - Estradas

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Nomenclatura das diversas partes da seção transversal de uma rodovia

Generalidades

            Seção transversal é um corte dado no sentido perpendicular ao eixo da rodovia, para uma melhor representação espacial da rodovia.

            Em reuniões dos departamentos envolvidos com obras rodoviárias, foram definidas nomenclatura das diversas partes de uma seção transversal.

Representação gráfica

            1 – Faixa de Domínio: é a faixa que se desapropria para a construção da estrada, prevendo uma largura que futuramente possibilite sua expansão. Jazidas (fontes de solo para a execução dos aterros) podem eventualmente ser incorporadas à faixa de domínio.

            2 – Terreno Marginal: é o terreno contíguo lindeiro aos dois lados da rodovia.

            3 – Faixa Marginal: é cada uma das faixas de terreno compreendidas entre a faixa de domínio e o início (ou final) da obra da estrada.

            4 – Recuo: é a distância que se permite para a construção de obras estranhas à estrada. Também é chamada de faixa “non edifican”.

            5 – Faixa Terraplenada: é faixa correspondente do início ao final da obra.

            6 – Plataforma de Terraplenagem: é a faixa de regularização geometricamente conformada, onde será futuramente acondicionado o pavimento e dispositivos de drenagem.

            7 – Cerca ou Tapume: são cercas (de arame ou vivas)  ou muros para impedir a entrada de animais na faixa de domínio da estrada e também para garantir a sua posse.

            8 – Terreno Natural: é como o terreno estava disposto antes da obra.

            9 – Offset: são os pontos de início e o final da obra.

            10 – Rampa de Corte: é a parte fortemente inclinada da seção transversal do corte. Ela objetiva impedir o desmoronamento e reduzir a erosão no corte efetuado.

            11 – Saia do Aterro: é a parte fortemente inclinada da seção transversal de aterro. Ela objetiva reduzir o desmoronamento e a reduzir a erosão no aterro efetuado.

            12 – Pé do Corte: é o extremo inferior da rampa de corte. É o início da plataforma de terraplenagem.

            13 – Pé do Aterro: é o extremo inferior da saia do aterro. Fica na interseção da saia do aterro com o terreno natural. É o offset de aterro.

            14 – Crista do Corte: é o extremo superior da rampa de corte. Fica na interseção da rampa do corte com o terreno natural. É o offset de corte.

            15 – Crista do Aterro: é o extremo superior da saia de aterro. É o início da plataforma de terraplenagem.

            16 – Talude de corte ou de aterro é a expressão que indica a inclinação das rampas de corte ou das saias de aterros. O talude é dado pela relacão entre o comprimento medido na horizontal e a sua altura medida na vertical. Em corte é comum o uso do talude 1:1 e nos aterros 1:1.5 (v:h).

            17 – Banquetas: é o deslocamento de taludes com o motivo de impedir a erosão devido ao acumulo de águas pluviais. Normalmente com alturas de 8 a 10 metros.

            18 – Bermas de Equilíbrio: são aterros laterais aos taludes para equilibrar o peso exercido pelo maciço do aterro principal. Visam impedir o expurgo de solos moles além dos offset’s.

            19 – Valeta de Proteção de Corte: é uma vala a céu aberto construída próximo ao offset de corte para desviar enxurradas das encostas para fora da estrada.

            20 – Pista: é a faixa pavimentada da estrada por onde trafegam os veículos. É composta por uma ou mais faixas de tráfego.

            21 – Faixas de Tráfego: é a parte da pista necessária à passagem de um veículo.

            22 – Canteiro Central: é a faixa gramada que separa fisicamente uma pista de outra. Tem por finalidade gerar segurança, servindo como um refúgio central. Deve ser o mais largo possível.

            23 – Barreira: é a mais utilizada atualmente substituindo o canteiro central, devido ao baixo custo de indenização, manutenção e maior segurança.

            24 – Acostamento: é a faixa lateral à pista para acondicionar veículos que necessitem parar na estrada.

            25 – Sarjeta: é uma valeta rasa, com seção em v aberto, localizado entre o pé do corte e o acostamento, destinada a receber as águas pluviais da pista, do acostamento e da rampa de corte.

            26 – Defensa: é uma proteção metálica paralela ao acostamento, para direcionar o tráfego. Normalmente implantado em grandes aterros em situação de curvas horizontais, pontes e em viadutos. O efeito de segurança psicológica é muito bom.

            27 – Faixa de Segurança: é uma faixa pavimentada dentro da pista, que serve para distanciar os veículos de obstáculos como barreiras, defensas, passeios, ciclovias, etc.  

 

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